Jesus investigado por fraude fiscal
Ponto prévio.
Enquanto alguém não for acusado, julgado e condenado com trânsito em julgado, presume-se a sua inocência. In dúbio pro reo. Um dos pilares fundamentais da nosso sistema penal e do Estado de Direito. Sei que muitos têm sofrido na pele a violação de tal princípio e nem com sucessivas absolvições lhes é retirado o anátema de criminoso. Pelo contrário, a guerra suja continua. Mas porque julgo que a guerra suja se deve combater com a lei, deste blogue não sairão condenações. Não sou juiz.
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Então porquê esta chamada de atenção para a investigação a Jesus?
Tenho para mim que isto vem mesmo a calhar para se justificar o seu despedimento. Ontem era o Benfica quem era investigado pelas transferências de Júlio César e Roberto. Hoje, na comunicação social tudo se resume a alegada fraude fiscal cometida por Jesus na contratação de Júlio César. Exactamente como o clube do Alto dos Moínhos fez por comunicar até à exaustão durante o dia de ontem.
Depois de uma época desastrosa, onde foi por diversas humilhado pelo FCPorto, conseguirá Jorge Jesus aguentar o anátema de criminoso num clube que se arroga de impoluto? Mesmo não tendo sido ainda - nem se sabe se vai ser - sequer acusado, muito menos condenado, do anátema não escapa. Infelizmente para o cidadão, que é, ao fim e ao cabo, o que interessa.
