sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Cinco.

Não vou escrever sobre os 5 de quarta-feira. Nem vou falar da vontade que a comunicação social tem de o Sporting recuperar a sua auto-estima no Dragão. Para isso também teria que referir a vontade que os jogadores do FCPorto têm em vingar o resultado da última deslocação a Alvalade. Há vontades para tudo.
Apetece-me escrever sobre os estádios europeus. Como é sabido, a UEFA estabeleceu um ranking dos estádios, em que os melhores - e que cumprem determinados requisitos, são classificados como de 5 estrelas.
Neste momento estão assim classificados os seguintes estádios:



Aqui há uns anos, falava-se da candidatura do Estádio do Dragão a uma final europeia. Um dos concorrentes era o Vicente Calderon. Tive oportunidade de ler na Marca que, sendo um 5 estrelas, o estádio madrileno seria o favorito. Na altura - por volta de 2005 - estranhei que o Vicente Calderon fosse 5 estrelas, mas confirmei no site da UEFA. E pelos vistos ainda o é. Mas acho muito estranho que o seja, tendo em conta o que tenho lido sobre a deslocação do FCPorto a Madrid desta semana.

in portistasdebancada:

Falo de acessos terríveis, de um estádio mal localizado, velho e decadente por fora e por dentro, com um péssimo relvado e nada moderno ou funcional e agradável como o nosso estádio do Dragão. Já antes do jogo recomendavam que se comesse fora do estádio porque la não havia serviços de restauração de qualidade o que estranhei. Até ter entrado no estádio... Uma espécie de garagem por dentro em que tinham 3 ou 4 pessoas atrás de um balcão improvisado sem qualquer tipo de higiene ou qualidade, nem licenciamento a vender umas sandes e umas bebidas. Um barraco. Pareciam aqueles barracos que vendem comida nas imediações do estádio. Comparar isso com o que se pratica actualmente nos estádios modernos...Para além disso, lugares sujos sem se ver bem os números em alguns... E lugares marcados...? Nem pensar, é tudo ao molho... Isso de ter lugares marcados é um luxo. Em Portugal somos atrasados mas até nos jogos da liga nacional se cumpre os lugares marcados já há alguns anos. Então na champions nem se fala... É escrupulosamente cumprido. O Vicente Calderon quer pelos acessos, pelo exterior e interior do estádio, sujidade, degradação, etc. fazia-me lembrar os estádios portugueses de há para aí uns 10 anos atrás ou mais. E ainda dizem que estamos atrasados em relação a tudo ao resto da Europa...

in reflexaoportista:

Entramos no estádio - Fondo Norte, Porta 9 - por volta das 19h00, cerca de 1h45 antes de o jogo iniciar, sem ter havido qualquer problema. Ora, se por fora o Estádio Vicente Calderón já não impressiona (inclusivamente passa uma rua por baixo da bancada lateral do lado do rio Manzanares!), lá dentro é quase chocante a comparação com o Estádio do Dragão, tal a diferença nos acessos, bares de apoio (não existem!), limpeza, cadeiras, conforto e qualidade estrutural. Os espanhóis que vierem ao Dragão vão ficar de boca aberta.

Pela descrição, também o estádio do Oriental poderá ser de 5 estrelas. Basta candidatar-se.

PS: Aquilo de dar 5 ao Sporting era brincadeira. Já fico contente com 1-0.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Gostava de ser do Sporting!

Jogador ou treinador, claro. Adepto é capaz de ser chato. Gostava de ser jogador, porque basta ter vergonha na cara durante cinco minutos e mandamos a humilhação para trás das costas. Gostava de ser treinador, porque a seguir temos é que nos concentrar numa competição ainda mais importante do que aquela que acabámos de mandar para o lixo.
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Como têm dito, o Sporting continua a fazer história. Uma história muito própria. Uma história em que entram nas competições para aprender e não aprendem nada.
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E o que é que eu tenho a ver com isto!? Nada, além do facto de o Sporting ser um candidato ao título em Portugal e que cada vez que chega um "colosso" a Alvalade não faz a coisa por menos de cinco. E se o FCPorto não fizer o mesmo no sábado, no Dragão, fico chateado. Muito chateado. Extremamente chateado. E os jogadores do Sporting terão cinco minutos de vergonha na cara e o treinador do Sporting encontrará uma competição ainda mais importante para vencer.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Como transformar uma goleada histórica num empate!?

Hoje, em Madrid, o FCPorto conseguiu um empate (2-2) que sabe a pouco. Sabe a pouco porque podia ter conseguido uma goleada histórica que só não aconteceu porque os primeiros 45 minutos resumiram o que de melhor e de pior aconteceu nas duas últimas participações nos oitavos de final da Liga dos Campeões.
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Na primeira parte sofremos um golo nos primeiros minutos como em Gelsenkirchen, apareceu-nos um Franco ao melhor estilo de Manuel Neuer e, last but not least, um Helton a repetir a façanha (frango, ou pato, ou perú, é como quiserem) de há dois anos, no bairro de Chelsea, em Londres.
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No meio de tudo isso, falhámos oportunidades atrás de oportunidades e só nos safou um Lisandro dos melhores momentos, levando-nos para uma segunda-mão, qual prolongamento do Dragão, na época passada.
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Hoje vimos um FCPorto como ainda não tinhamos visto esta época. Um FCPorto que se reconhece como superior e que actua com superioridade. Um FCPorto com killer instinct. Bobby Robson terá passado um bom bocado.
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Somos muito superiores ao Atlético de Madrid. Temos a eliminatória a nosso favor e jogamos no Dragão contra uma equipa que terá as despesas do jogo. Só mesmo um novo frango de Helton nos poderá tirar dos quartos de final.
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É com exibições deste calibre que se conseguem convites para torneios como a Peace Cup.
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Visto de lá:

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Quem vai à frente?

Ontem, no rescaldo da segunda mão da taça da 2.ª circular, um jornalista da SICNotícias afirmou que o Sporting ao ter vencido deu um passo de gigante para a conquista do título.

Por momentos fiquei na dúvida de quem era o líder do campeonato.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Paços de Ferreira 1 – FCPorto 1

Era este o resultado que Hélder Conduto queria, à viva força, com que tivesse terminado o jogo da Mata Real. Não foi (0-2). Chatice.

Na próxima terça-feira, o mesmo jornalista irá certamente comentar o Atlético Madrid – FCPorto. Imagino que Paulo Assunção continue a ter um lugar especial no seu coração!
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Amanhã, que ganhe o Sporting.

Da ilusão à realidade.

Descrevi aqui o futebol português - Liga, clubes e comunicação social - como uma grande ilusão, em que, tal como no filme dos irmãos Wachowisky, Matrix, existe a manipulação da realidade e a criação de uma ilusão.

Todos os dias, a comunicação social, essa mole de "agent Smith", tenta garantir a manutenção da ilusão, tendo como alvo a abater todos os elementos da Resistência.


Não conhecesse a Resistência como conheço, sentiria-me tentado a reconhecer que agora é que é. Agora é que o FCPorto não vai à Liga dos Campeões. Mas como a Resistência é bem real, sei que após a conquista do TETRA, vamos preparar mais uma época a pensar na mais importante competição de clubes do mundo.

E para preparar a pré-época nada melhor que participar num torneio bem real: o Peace Cup - Andaluzia 2009, para onde são convidadas somente as melhores equipas do mundo.




Clubes confirmados.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Labareda Oficial VI


Jornalista de café

Podem acusar o Labaredas de plágio, mas a reprodução até não deixa de ser irónica. «Por incrível que possa parecer», há um jornalista (?) de TV que lança uma notícia com a sua opinião e deixa os factos para segundo plano. Ontem, quem viu o Jornal Nacional da TVI ficou a saber que o pivot acha «incrível» o que devia merecer-lhe unicamente equidistância. É o que dá a clubite aguda.

Trata-se de mais um vermelho por dentro e por fora. Nunca o escondeu. Escusa é de o demonstrar no cumprimento de tarefas profissionais que lhe exigem isenção, rigor e objectividade. Que era mau a escolher clubes já todos sabíamos. Descobrimos agora que também deixa a desejar enquanto jornalista.

«Pedro Proença, árbitro do F.C. Porto-Benfica, teve nota negativa pelo seu desempenho no clássico, mas, por incrível que possa parecer, em causa não está o penálti inexistente que permitiu ao F.C. Porto empatar a partida».

«Incrível?» «Inexistente?» Não terá confundido o estúdio com a mesa do café?

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Largos Dias têm 100 Anos.


«Não é especial, é especialíssimo. Nasci no Porto, vivo no Porto e amo a minha cidade. Todo o trabalho do F.C. Porto é um trabalho que me toca sempre o fundo do coração».
Manoel de Oliveira

Labareda Oficial V

Castiguem-nos!

O Labaredas não ficou indiferente ao ruído do histerismo: «Castiguem!». Numa manhã marcada pela falta de equidade jornalística – as manchetes só servem para punições prévias e «esquecem» os arquivamentos de processos -, os pasquins do costume dão eco a tentativas amorfas de fazer queixinhas. É uma espécie de estrebuchar desesperado.

Melhor que qualquer psicólogo, sentenciam intenções, tornam-se especialistas em motricidade e vestem a pele dos juízes. Faz parte do desatino, da manipulação, da falta de jeito. Pelo Labaredas, está tudo bem. Castiguem-nos!

Peçam castigos por sermos os melhores, por sermos Tricampeões, por sermos admirados além fronteiras. Força! O F.C. Porto, o Estádio do Dragão, o Rio Douro. Castiguem tudo! Castiguem a Torre dos Clérigos, que está ali há anos, acampada, em fora-de-jogo, claramente adiantada em relação à penúltima árvore do Jardim da Cordoaria. Queixem-se à vontade, clamem pela justiça que mais vos aprouver. Nós vamos continuar a ganhar!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Observador para a jarra já!

Afinal, parece que Pedro Proença foi para a "jarra" porque prejudicou o FCPorto. É o que se pode concluir pelo relatório do observador José Gonçalves.

Pedro Proença foi avaliado 2,4 no FC Porto-Benfica. A nota é justificada por não ter assinalado penálti no lance em que Lucho González foi tocado por Reyes, o que segundo o relatório do observador lhe custou um ponto.

"Não assinalou grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por falta do seu jogador n.º 6 [Reyes], que, dentro da sua área de grande penalidade, rasteirou o adversário n.º 8 [Lucho González]...", lê-se no relatório do observador José Gonçalves, a que a Agência Lusa teve acesso. Mais à frente o observador justifica a má nota ao árbitro Pedro Proença: "Caso não tivesse a falha mencionada em 2 a) a nota final seria 3,4".

Um fora-de-jogo não assinalado a Lisandro López e um cartão amarelo poupado a Sidnei foram os outros erros apontados pelo observador a Pedro Proença. Curiosamente, o polémico penalti que permitiu a Lucho igualar o marcador não é sancionado no relatório do observador, que dá o "benefício da dúvida" ao árbitro.

"Aos 25 minutos do 2.º tempo, marcou grande penalidade contra a equipa B [Benfica], por suposta falta do jogador n.º 26 [Yebda] (...) Do local onde nos encontramos e uma vez o lance ter ocorrido no vértice mais distante da grande área, não nos foi possível vislumbrar com clareza o desenlace da jogada: se a queda é provocada por algum contacto dos pés ao nível do terreno ou em virtude do defensor ter colocado o braço à frente do tronco do adversário, impedindo/perturbando a sua progressão. Porque o árbitro se encontrava bem colocado e perto, cerca de 3/4 metros, e foi peremptório a assinalar a grande penalidade, aliado ao facto de não terem existido protestos de jogadores da equipa penalizada, que aceitaram pacificamente a decisão, com excepção do faltoso, único a esboçar contrariedade, damos-lhe o benefício da dúvida".